SEMINÁRIO “Crescimento económico e desenvolvimento humano sustentáveis”

SEMINÁRIO

 “Crescimento económico e desenvolvimento humano sustentáveis”

Realizou-se a 22 de Março nas instalações do HCTA - Centro de Congressos de Talatona o Seminário Internacional “Crescimento Económico e Desenvolvimento Humano Sustentáveis”, co organizado pelo Grupo MCA, pela RTJA e pela Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto, com o alto patrocínio técnico e científico da Universidade do Minho, e que contou como convidados presentes, deputados da assembleia nacional, membros do executivo governamental de Angola, dos Governos Provinciais, Representações oficiais de países Africanos, diplomatas e seus representantes, Administradores e Diretores de Institutos Públicos Angolanos, representações dos magníficos reitores da Universidade Agostinho Neto e da Universidade do Minho e personalidades convidadas representativas de instituições públicas e privadas de Angola, Portugal, Moçambique, Republica Centro Africana, Gabão e Benim.

Foram oradores o Prof. Manuel Nunes Júnior com uma intervenção sobre a importância e relevância da formação e qualificação dos quadros nacionais no desenvolvimento sustentado dos países, em particular de angola e seus reflexos e impactos positivos a médio e longo prazo.

 Dr. Luís Amado que trabalhou o tema da responsabilidade das empresas na sua aproximação aos mercados Africanos, enquadrando contextos políticos, económicos e sociais dos vários eixos da decisão mundial, evolução histórica e quais as oportunidades consequentes, para o contexto do continente africano.

 O Dr. Septime Martin que apresentou a perspetiva do Banco Africano de Desenvolvimento acerca do investimento em Africa em geral e em Angola em particular. A moderação dos debates ficou a cargo do Dr. Carlos Rosado de Carvalho, diretor do jornal “Expansão”.

Do Prof. Manuel Nunes Júnior realça-se da sua importante intervenção que em Angola há muita “riqueza debaixo da terra, sendo necessário trabalhar bem a riqueza que temos em cima da terra”, pressuposto que tem servido de objetivo ao esforço nacional quando se referia à importância e necessidade de formar e qualificar os quadros angolanos. A esse respeito referiu-se ao Plano de Formação de Quadros Angolanos para o período 2013-2020, que pretende fazer crescer o número de quadros qualificados dos atuais cerca de 1,2 milhões para cerca de 2,3 milhões até 2020.

Numa outra nota positiva O Prof. Manuel Nunes Júnior disse que “em 2002 existiam em Angola entre 6.000 e 10.000 estudantes em instituições públicas de ensino superior, sendo que esse número é hoje de cerca de 115.000 estudantes”.

O Dr. Luís Amado referiu-se na sua brilhante intervenção à emergência e à importância crescente que os países da África Subsariana, em particular dos países da África Austral, estão a assumir na economia do continente Africano, e este na economia mundial. Este facto lavará “o continente africano a fazer parte de uma nova ordem multipolar que se está a criar”, disse.

É opinião do Dr. Luís Amado que “o conceito de risco político, antes utilizado pelas agências de rating para segmentar os países está hoje muito desvanecido, face à instabilidade existente nos países ocidentais”. O que fará sentido na sua opinião será “falar do melhor ou pior planeamento e definição dos objetivos estratégicos em relação às operações das empresas na abordagem aos mercados onde querem intervir”, transferindo assim para estas a noção do risco associado aos projetos e aos negócios, e desta forma o risco associado à sua sustentabilidade futura.

Dada a pujança de inúmeras economias africanas, passou a ser também muito relevante a capacidade de as empresas se adaptarem com rapidez às mudanças que ocorrem permanentemente nestes países, tendo sempre presente que a lei por que se deverão governar será “a do país de destino e não a dos países de origem”.

Uma outra ideia trabalhada pelo Dr. Luís Amado esteve relacionada com a possibilidade que os países africanos têm de montar bem a arquitetura do estado social, aprendendo com os erros cometidos na europa, transferindo uma parte dessa responsabilidade para as “pessoas, as famílias e para as empresas”, buscando desta forma a sustentabilidade do mesmo no médio e longo prazos.

O Dr. Septime Martin referiu-se aos projetos que o Banco Africano de Desenvolvimento está a desenvolver em Angola com o objetivo de “promover o emprego através das pequenas e médias empresas”, já que são estas a “verdadeira fonte de criação de emprego”, disse. Referiu também na sua intervenção a importância da “compatibilização da oferta formativa com as necessidades de mercado”, e a importância do aumento da “eficiência na Administração Pública”.

No âmbito deste encontro foram celebrados protocolos de colaboração e memorandos de entendimento entre o Grupo MCA, na pessoa do seu Presidente do Conselho de Administração, Sr. Manuel Couto Alves, a Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto, da Universidade Eduardo Mondlane de Moçambique e a Universidade do Minho. O Dr. Paulo Aparício, em representação da gestão de topo do Grupo MCA enquadrou o âmbito dos referidos protocolos, que comprovam o compromisso do Grupo MCA para com o desenvolvimento dos países onde opera, em particular de Angola, definindo os eixos de relacionamento com as Universidades em quatro áreas: Apoio na formação de quadros angolanos através da concessão de estágios profissionais nas empresas do Grupo MCA, atribuição de prémios de mérito académico aos melhores alunos de vários cursos, a disponibilização dos quadros superiores e quadros técnicos do Grupo MCA para a participação em iniciativas letivas nas referidas universidades e o desenvolvimento de projetos de inovação e desenvolvimento entre o Grupo MCA e as referidas universidades. Este compromisso baseia-se igualmente no paradigma de que é possível fazer I&D em Africa para Africa.

Seguiu-se a leitura da carta de Compromisso da MCA sobre a sua política de Responsabilidade Social, apresentada pela Drª Paula Torres, responsável da área.

A jornada foi encerrada pelo Arquiteto Joess dos Santos, Administrador da RTJA, co organizadora deste seminário que para além dos agradecimentos a todos os oradores, moderador e Universidades envolvidas, caracterizou a parceria continuada com o grupo MCA e a representatividade e a importância deste tipo de eventos de promoção do conhecimento para o desenvolvimento sustentado de Angola, em particular quando  a iniciativa do mesmo foi igualmente de Jovens empresas Angolanas , geridas por Jovens Angolanos  referindo-se á origem do nome da empresa que representa : RTJA.

 

  • Moderação  do Dr Carlos Rosado de Carvalho com a presença do Dr. Setpime Martin
  • Intervenção do Prof. Dr. Manuel Júnior
  • Visão do palco com os oradores e moderadores
  • Encerramento do Seminário com o Administrador da RTJA, Arquiteto Joess dos Santos
  • Intervenção do Dr. Luís Amado